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RegenerativaJulho de 20266 min de leituraPor Dr. Fábio Almeida

Exossomos e PDRN: o que já dá para afirmar

Dois nomes que apareceram rápido no mercado estético. Vale separar o que tem evidência do que ainda é promessa.

Quem acompanha o setor viu os dois termos saírem do congresso para o anúncio em questão de meses. Isso costuma ser um mau sinal — não porque a molécula não preste, mas porque a velocidade do marketing raramente respeita a velocidade da evidência.

O que são

Exossomos são nanovesículas liberadas por células, carregando proteínas, lipídios e material genético. Funcionam como mensageiros: instruem células vizinhas a se comportarem de determinada maneira, inclusive em processos de reparo tecidual.

PDRN é polidesoxirribonucleotídeo, um fragmento de DNA com ação documentada em cicatrização e modulação inflamatória. É a mais antiga das duas e tem literatura mais consolidada, inclusive fora da estética.

Onde a evidência está mais firme

Para o PDRN, os dados de reparo tecidual e de melhora na qualidade da pele são consistentes o bastante para sustentar uso clínico, sobretudo em pele sensibilizada, pós-procedimento e na região periocular. Não é um clareador nem um preenchedor; é um reparador.

Para exossomos, o mecanismo é plausível e os resultados iniciais são interessantes, principalmente em couro cabeludo e no pós-laser. Mas há uma questão que raramente entra no anúncio: origem, padronização e regulação do produto variam muito entre fornecedores. Dois frascos chamados "exossomo" podem não conter a mesma coisa.

O que isso significa na cadeira

Significa que eu uso, e uso com critério. Como adjuvante dentro de um protocolo, não como protagonista que substitui o que já tem décadas de evidência. Significa também que o paciente merece saber quando algo é consolidado e quando é promissor. São palavras diferentes, e misturá-las é onde a estética perde credibilidade.

Uma régua útil

Diante de qualquer novidade, três perguntas resolvem a maior parte das dúvidas: quem produziu o estudo, quantas pessoas foram avaliadas e por quanto tempo foram acompanhadas. Um resultado bonito em doze pacientes acompanhados por trinta dias é um começo de conversa, não uma conclusão.

Tem uma dúvida sobre esse tema? A avaliação individual é o que define o que se aplica ao seu caso.

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